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Não tá fácil nem pra ela

25 ago 2014 às 08:58
Campeã mundial em 2005 e única medalhista olímpica brasileira do taekwondo, a londrinense Natália Falavigna pode não competir mais até o final de 2014. Mas o motivo não é mais a sequência de lesões que a tirou de competições importantes nos últimos anos. A luta dela agora é contra a falta de apoio.
A menos de dois anos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Natália simplesmente não sabe quando poderá voltar aos dojôs oficialmente. O único apoio que recebe, R$ 2,5 mil/mês por representar o Exército Brasileiro, não é suficiente para mantê-la na ativa Brasil afora. "Esse ano é um pouco difícil. É complicado dizer uma competição X ou Y porque estou sem patrocínio, não consigo me estruturar para viajar, nunca posso confirmar qual é a próxima viagem", diz a taekwondista, que competiu pela última vez em março, no Sul-Americano, quando ainda fazia parte da seleção brasileira.
Por cauda da sequência de lesões, Natália caiu da liderança para a 34ª posição no ranking mundial da categoria acima de 67kg. Fora do top 20, ela não pode receber o Bolsa Pódio, do Ministério do Esporte. Para piorar, a londrinense ficou fora da seleção brasileira ao acertar ocasionalmente um golpe no rosto de sua adversária, na final da seletiva interna, em fevereiro deste ano. Sem a vaga, ela também não recebe apoio da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKd).
Depois de uma passagem pelo Rio de Janeiro, a lutadora voltou a Londrina no início deste ano. Desde então sua rotina se divide entre os treinos e a busca por apoio. Mas até agora nada. "Tentei já. Londrina sempre me acolhe bem, as empresas já me ajudaram, mas infelizmente desde o início o apoio público nunca foi uma coisa que pude contar muito. Fico triste, pois amo minha cidade, represento Londrina, mas não fico me lamentando. Negócio é continuar trabalhando e esperar algo de fora, porque aqui está difícil em termos públicos", cutucou a lutadora. (Rafael Souza/Folha de Londrina)

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