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Não é só pelo certificado

22 ago 2018 às 19:46
Em uma das aulas de História, o professor Ivonir Rodrigues Ayres, 60 anos, trata da Abolição da Escravatura. Traz à tona a Lei do Ventre Livre, aquela assinada pela princesa Isabel e que dava liberdade aos filhos de escravas - de 1871. A descoberta é também libertadora diante da oportunidade de ampliar os conhecimentos. Ayres explica que as aulas são preparadas com o objetivo de trazer conhecimento que conduza à autonomia. "A EJA se pauta pela qualidade e pela inclusão social, independentemente de quanto tempo a pessoa esteja longe da escola. Grande parte dos estudantes foram excluídos do chamado Ensino Regular e entendemos que tiveram trajetórias de vida diferentes. O tempo de estudar é qualquer tempo e, por isso, tiramos deles essa ideia de que estão atrasados". O educador reforça que a atenção dedicada a cada aluno atende a sua singularidade. "Os instrumentos de avaliação são diversificados, as pessoas chegam com suas vivências, não são tratadas como folhas em branco e sabermos que a apropriação do conhecimento pode variar de um indivíduo para o outro. É preciso superar não só o analfabetismo rudimentar, mas o funcional e o processo de educação e formação não se resume a um certificado que não promove a consciência crítica". (W.V.)

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