A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou na terça o projeto de lei que consagra 19 de dezembro como dia da emancipação política do Estado, porém, sem a adoção de feriado. Conforme o texto, as repartições públicas estaduais poderão instituir ponto facultativo, em data a ser definida por decreto. A expectativa é que a mensagem fosse sancionada ainda na quarta-feira pelo governador Beto Richa (PSDB), para entrar em vigor ainda este ano. Rossoni desconversou ao ser questionado se a proposta de não adotar o feriado tinha a intenção de agradar o setor empresarial.
Na avaliação do Ministério Público do Trabalho, os trabalhadores deveriam ser dispensados de suas atividades por 24 horas, sem perda de remuneração. Caso as empresas optassem por manter o expediente, teriam de pagar hora extra de 100% aos empregados. Com a aprovação da lei, contudo, a interpretação do MPT perde validade. "A discussão que se instalou na sociedade paranaense nos últimos dias, acerca da data ser ou não um feriado geral, está a gerar um quadro de instabilidade nas relações jurídicas, o que é claramente prejudicial à economia", destacou trecho de mensagem divulgada pela Assembleia.