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Aqueles 10% de esperança

Nada de o pastor sumidão voltar para a casa

Edson Neves/NOSSODIA
01 ago 2018 às 21:49

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"Ele falou que ia sacar dinheiro para pagar contas e simplesmente sumiu. Só que as contas ficaram todas aqui para pagar". Essa foi a frase dita pela esposa do pastor Edvaldo de Oliveira, de 57 anos, que está desaparecido desde o último dia 13 de julho. Vera Lucia de Oliveira, diz que desde então a família tenta contato com Edvaldo, que não atende o celular. "Nenhum contato com a família e nem com os parentes", resumiu.
No dia do sumiço, Vera, que não estava em casa, conta que a irmã lhe informou que o marido estava agindo de maneira estranha. "Ele estaria em um canto, de cabeça baixa", relatou. A esposa descartou que tivesse acontecido algum desentendimento. "Não, isso não teve. Era um homem muito cuidadoso e muito responsável".
Vera acredita que algum distúrbio mental pode ter afetado a cabeça do marido. "Se ele saiu assim porque ele quis mesmo ou foi algum espasmo de loucura, não sei, porque não tinha motivo dele sair assim. Se ele quisesse para ir a algum lugar, tivesse me falado, para segurar as pontas. Agora, sumiu sem falar nada", lamentou.
O carro em que Edvaldo estava foi encontrado estacionado na avenida Saul Elkind, no dia 17 de julho. A Polícia Civil iniciou investigações para encontrar o paradeiro de Edvaldo e câmeras de segurança confirmaram que o pastor realizou movimentações bancárias em uma agência na Saul Elkind e também na cidade de Rolândia. Depois disso, ele foi flagrado em Guaíra comprando uma passagem de ônibus para a São Paulo.
"Ele tinha duas contas. Nossas economias em uma e algumas coisinhas da igreja na outra". Vera não soube precisar a quantia de dinheiro guardada em cada conta. "Só ele mexia com isso", completou. O veículo da família – o utilizado por Paulo antes do sumiço - foi vendido a amigos próximos para ajudar nas contas. "Também vendemos outros objetos de casa e um maquinário de padaria", completou Vera.
Sem saber o paradeiro do marido há quase 20 dias, Vera fica na expectativa de saber o motivo do sumiço. "A esperança continua que ele possa retornar o contato, seja com a gente ou com alguém da família, da igreja. Não vejo motivo nenhum, pela pessoa que ele sempre foi, com as coisas em ordem. Não me passa nada (de errado) que pudesse ter feito. Só se ele ficou ruim da cabeça e saiu sem rumo. Espero que ele volte um dia e explique o motivo de ter sumido assim", concluiu.

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