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NA ZONA NORTE - Morte de idosa intriga comunidade

Paulo Monteiro
NOSSODIA
19 jan 2017 às 09:49

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Paulo Monteiro
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O Corpo de Bombeiros foi acionado no início da madrugada, no dia 12 de janeiro. A ocorrência, combater um incêndio na rua Adalberto Carvalho Neves, Conjunto Milton Gavetti, na zona norte de Londrina. Após controlar as chamas, os bombeiros encontraram Tereza Fausto Cruz, 72 anos, sem vida no interior de um quarto. A idosa morava sozinha no imóvel de alvenaria. Um fato que chamou a atenção das autoridades é que o fogo ficou confinado apenas no cômodo em que a mulher estava. A outra dúvida surgiu da comunidade. Por que os portões da residência estavam abertos? Cuidadosa, a vítima tinha o costume de trancá-los nas primeiras horas da noite.
"Era umas duas horas da manhã. Eu e meu cunhado acordamos com o barulho de estralos, causados pelas chamas. Saímos para a rua e vimos a casa da dona Tereza pegando fogo. Pedimos para alguém chamar os bombeiros e começamos a apagar o fogo, usando baldes e mangueiras", relembra o vizinho e amigo da vítima. Segundo ele, que não será identificado por motivos de segurança, o que mais chamou a atenção da vizinhança é que os dois portões do imóvel estavam destrancados. "A dona Tereza nunca deixava eles abertos. Principalmente durante a noite, já que a rua é muito escura. Ela fazia questão de deixar os dois sempre fechados e com cadeados, tinha medo de assalto", destaca o homem.
A idosa morava há décadas no Milton Gavetti. Os vizinhos a consideravam uma pessoa querida e amiga. "Ela sempre participava das atividades da igreja do bairro. Todos aqui a conheciam. Para mim é muito difícil falar de tudo o que aconteceu com ela. Dona Tereza era especial para mim, ajudou na minha criação, me conhecia desde o nascimento", relembra a jovem emocionada, que mora a poucos metros da casa da idosa.

Investigado pela Delegacia de Homicídios
O IML (Instituto Médico Legal) de Londrina, preliminarmente, aponta que o corpo estaria carbonizado. Porém apenas a conclusão do laudo definitivo irá apontar a real causa do óbito. "Após analisar o corpo, o próprio médico legista ficou em dúvida a respeito do que pode ter causado o óbito, por isso solicitou diversos exames ao IML de Curitiba. A resposta ainda não foi enviada ao instituto de Londrina, o que deve ocorrer daqui a pelo menos 30 dias", explica a chefe administrativa do IML local, Cristiane Ferreira.
De acordo com a Delegacia de Homicídios, existe a suspeita de que Tereza foi vítima de assassinato. Tanto que a Polícia Civil abriu um inquérito policial para apurar o caso. Segundo a delegacia, pessoas próximas e familiares da vítima ainda
prestam depoimentos. A Homicídios também aguarda o laudo final do IML para concluir as investigações. (P.M.)


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