De ponto em ponto, de praça em praça e uma breve passagem por um abrigo feminino. Esse é o roteiro, sem destino, de uma mulher que diz se chamar Andreia Ferreira Santos, 42 anos. No ano passado, essa senhora em situação de rua relatou sua história de vida ao repórter Paulo Monteiro, do NOSSODIA. Já em março 2015, às vésperas de completar aniversário, a encontramos alojada em um ponto de ônibus na região central de Londrina. Da primeira reportagem "Na rua da amargura" para cá, nada mudou. E nas palavras de Andreia, "Só Deus pode mudar. Quero ir até Jerusalém, na fonte, receber desse Deus poderoso o que ele pode fazer pela minha vida." Descrente das autoridades, Andreia diz que gostaria de refazer seus documentos para seguir em frente. "Cada um só quer saber da própria vida e o que importa para mim é daqui pra frente. Já esperei muito e perdi a confiança nas pessoas." De unhas benfeitas, cabelo pintado e roupas limpas, Andreia afirma que nos últimos sete meses ficou nas proximidades da rodoviárias. "Já fui no Sinal Verde, fiquei duas semanas no Pão da Vida, mas venceu meu processo no abrigo e tive que sair de lá. Tomo banho quando dá, como sopa nas praças e acho que meus pais estão vivos, orando por mim e na hora em que eu atravessar o oceano, sei que vou resolver meus problemas, muita coisa vai mudar porque só tô vivendo no sofrimento", desabafou.
Serviço: o Centro Pop realiza abordagens programadas. Fone: 3378-0417 até às 17 horas. Telefone de plantão: 9993-3431.
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