O entra e sai nos sex shops tem explicação. De acordo com a vendedora Danúbia Letícia Lahmann, da D´Juli, desde o lançamento do livro 50 Tons de Cinza, de E. L. James, que chegou ao Brasil em julho de 2012, o mercado está em êxtase. E essa erupção de compras eróticas se confirmou desde o última dia 12, quando estreou nos cinemas do País, o filme inspirado no livro. Desde então, alguns produtos estão esgotados. É o caso da bolinha batizada com o mesmo nome do filme.
"A procura pela bolinha 50 Tons de Cinza é muito grande. Ela esquenta, esfria e vibra e até mesmo antes do lançamento do livro os fornecedores já apostavam nela", comemora.
Depois da estreia do filme, o desejo de protagonizar cenas semelhantes às vistas nas telas do cinema, se concretiza em vendas. "Ontem mesmo um cliente comprou um conjunto completo de algema, chicote e máscara e disse que ia reproduzir o filme em casa", conta. Há doze anos no mercado, a loja que oferece moda praia, academia, lingerie e hidroginástica confirma que este é um mercado que tem espaço e que a cada dia o preconceito diminui.
No mesmo segmento há quatro anos, a comerciante Andrea Caldeiras, da Afrodite, comemora as vendas. Só no último sábado, a loja bombou com clientes vindos tanto do interior de São Paulo como de cidades do Paraná. "O filme está dando retorno e ainda há lançamentos de produtos na temática do filme e que não chegaram. "As roupas de vinil, as lingeries são fetiches e a mulherada tá animada", diz. De acordo com a comerciante, as mulheres representam 50% dos clientes. Os homens, 20% e os outros 30% são os próprios casais. "Eles chegam juntos à loja e isso é positivo".
Bolinha 50 Tons de Cinza faz de tudo: esquenta, esfria e vibra, só não manda flores no dia seguinte