Com a expectativa de fazer história, o lutador Alessandro "Da Lua" Campos embarca pela primeira vez para Sérvia, sudeste do continente europeu. O objetivo é levar a bandeira de Londrina ao lugar mais alto do pódio, conquistando de forma inédita o Mundial de Kickboxing, disputado em Belgrado, em outubro. Competição realizada a cada dois anos.
"Acredito que será a competição mais difícil que já participei. O evento ocorre durante uma semana, são diversas lutas em categorias diferentes. Mas para chegar ao título, o atleta luta no mínimo quatro vezes, sendo um combate por dia. As pesagens são realizadas também todos dos dias, o que deixa o desafio ainda maior para bater e manter o peso", conta Alessandro, que irá lutar na categoria K1 Rules, até 67 quilos. Lembrando que seu peso normal é de 77 quilos.
Porém, manter o peso talvez seja o menor dos problemas para ele. O mundial atrai os melhores lutadores de cada continente. Destaque para os europeus, que, apesar da tradição na modalidade de luta em pé, desta vez lutam em casa, com a força da torcida. "Os melhores são sempre os mesmos. Os mais difíceis, com certeza, são os russos, os turcos e os holandeses", reforça. Há dois anos, Da Lua participou do Mundial de Kickboxing, disputado no Brasil. Na ocasião, caiu nas quartas de final. "Nesta competição, por exemplo, a equipe russa foi a vencedora do Mundial. Eles estiveram nas finais em todas as categorias", ressalta Campos a força dos russos no esporte.
Clima é inimigo
Além dos adversários e do peso, o clima desconhecido será outro desafio. "Acredito que vamos pegar o final do verão na Sérvia. Mesmo assim, deve ser muito diferente da nossa realidade. Afinal, muda tudo, como o ar, a temperatura. O clima é desconhecido", imagina o atleta, que já lutou apenas em países da América do Sul.
No entanto, engana-se quem pensa que as dificuldades terminam por aí. A maior de todas é a falta de apoio. Apesar da vaga garantida, o atleta não ganha nenhum recurso financeiro da Confederação Brasileira de Kickboxing. Segundo ele, todos os gastos, como viagem, hospedagem e alimentação, deverão ser pagos pelos atletas. "Acredito que os custos ficarão próximos dos R$ 8 mil. Apesar de tudo, estou esperançoso. Estarei lá. Nem que eu tenha de pagar parcelado toda a viagem e quitar depois que retornar do Mundial", comenta Da Lua. (P.M.)
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Tetracampeão brasileiro
A vaga para o Mundial da Sérvia veio no início do mês de junho, quando Da Lua conquistou o Campeonato Brasileiro de Kickboxing e a vaga na seleção brasileira, após superar os melhores lutadores do país. Com mais de mil atletas participantes, a competição foi disputada em Maringá. Antes de colocar a medalha de ouro no pescoço, o londrinense venceu dois atletas no evento: um por nocaute e o segundo por pontos. Esta foi a quarta conquista do Campeonato Brasileiro do atleta, que também é tricampeão da Copa do Brasil e vice-campeão do Sul-Americano. Atualmente, Campos mantém o invejado cartel de 43 lutas, 36 vitórias e sete derrotas.
Segundo Da Lua, outro londrinense também poderá lutar o Mundial da Sérvia. É Guilherme Belarmino. Ele foi vice-campeão no Campeonato Brasileiro de Kickboxing, na categoria Low Kicks, até 71 quilos. Porém, o atleta embarca como reserva para a Europa. Alessandro Da Lua recebe apoio da Storm Strong, Academia Fighten, ONE Treinamento Funcional. Seu telefone para contato é 8404-2709. (P.M.)