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MULTÍPLOS TRATAMENTOS

03 jun 2018 às 17:08
O tratamento pode ser realizado de várias formas e depende do estágio do tumor. "Existe a terapia alvo molecular, em que o paciente toma comprimidos que tem a capacidade de atuar em determinadas mutações do melanoma, inibindo sua progressão e/ou causando sua regressão. Outro é a imunoterapia, que consiste em medicações endovenosas que fazem com que o próprio sistema imune do paciente passe a atacar as células tumorais causando o controle da doença. Ainda existem os tratamentos convencionais como a cirurgia, quimioterapia e a radioterapia", pontua Vitor Teixeira Liutti, médico oncologista clínico do Hospital do Câncer de Londrina.
No caso do tratamento por meio da terapia alvo molecular, para ser elegível a esta intervenção o paciente precisa ser portador de uma mutação específica no tumor, que é pesquisado em exame realizado na amostra coletada na biópsia. "Comparado com os dois tipos de câncer de pele mais frequentes na população (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas), o melanoma apresenta uma alta taxa de disseminação para outros órgãos, que pode comprometer o estado geral do paciente e levar ao óbito em casos avançados. O melanoma é responsável por aproximadamente 75% das mortes por câncer de pele", exemplifica Liutti.
Pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) diagnosticado com o melanoma contam com tratamento restrito em relação a rede particular. No sistema público, os medicamentos não são aprovados e o tratamento é pela quimioterapia. (P.M.)

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