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Mulherada unida - Luluzinha Esporte Clube

16 mai 2016 às 08:55


Que a bola é redonda e o mundo está cada vez mais globalizado não é novidade. ‘Mundo Mágico Mamães’ é um grupo com 70 mil mulheres e existe desde 2015. Há mães, gestantes e aquelas que estão tentando aumentar a família. São elas brasileiras, espanholas e chinesas. Em comum, o fato de 50 delas serem casadas com jogadores de futebol e, além dos desafios comuns a diversas famílias, lidam com as adversidades de estarem fora de seu país de origem, longe de amigos, familiares e em climas diferentes dos de origem. Em entrevista ao NOSSODIA, Paola Ferreira Marins, 24 anos, fundadora do grupo, conta como tudo começou e as ações desenvolvidas. Casada com o craque Léo Itaperuna, que atualmente joga no FC Sion, da Suíça, ela é mãe de Sophia, de dois anos, nascida no país europeu. Com a rede de relacionamento, Paola e amigas vivem mais felizes, graças a este universo mágico que criaram.

De quem foi o pontapé?
Começou por mim mesma. Como vivo viajando sem paradeiro, já que meu esposo é jogador de futebol, vivia muito sozinha. Nisso, eu ainda não estava nem grávida, mas resolvi criar o meu próprio grupo. Sempre sonhei em ser mãe e sabia que ia achar mais pessoas que tinha sonhos como os meus e viviam muito sozinhas no meio virtual. Assim, cada dia crescendo e sendo reconhecido no mundo todo! Há Muitas esposas que vivem em outros países e quando precisamos de algo, como assuntos ligados à maternidade, trocamos informações e compartilhamos experiências.


E como foi o desdobramento?
Chegou um momento em que eu já não estava dando muita conta e resolvi chamar mais alguém pra me ajudar. Hoje, somos 10 administradoras, cada uma de uma cidade do Brasil! A Isabelle é de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, a Fabíola também do Rio, a Flávia é de Santa Catarina, a Fabiane de Pindamonhangaba-SP, a Cassia é de Guariba-SP e a Angela é de Campinas-SP, para citar algumas.


E você, onde vive atualmente?
Eu nasci em São Gonçalo, no Rio de Janeiro e hoje estou na Suíça. Mas já morei em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, tive uma primeira temporada na Suíça, depois fomos para a Coreia do Sul, China e agora Suíça de novo. Moro em Matigny Valais.


De que maneira vocês consideram que a tecnologia tenha contribuído para a formação do grupo e esse bem estar?
Considero que a tecnologia tenha facilitado muito a comunicação, o relacionamento. Podemos falar com pessoas do mundo todo e eu a considero uma maravilha dentro do que nos propusemos.


E o que mudou nesse período?
Muita coisa. Ajudamos muitas pessoas. Além das mães de primeira viagem, como é o meu caso, há outras pessoas que pedem ajuda até mesmo com as necessidades de hoje em dia.


Então a sua rotina mudou para melhor?
Sim. Estamos sempre de olho nas solicitações. Ajudando e sendo ajudadas. Chega a ser viciante, mas de forma positiva. Há cada cinco minutos, são 20 solicitações. Lá, ajudamos mamães com doações também, fazemos dicas e nosso foco principal é ajudar o próximo.


Tem londrinense no grupo também


Arquivo pessoal

Nayara Gonçalves com a família: ela também está no grupo Mundo Mágico das Mamães

Em busca de um grupo com o qual encontrasse assuntos comuns a seus interesses, a comerciante Nayara Gonçalves afirma que se encontrou no ‘Mundo Mágico das Mamães’. "A diferença é que lá somos super amigas virtuais, pois criamos um vínculo muito bom. Lá podemos nos expressar sem ser julgadas e as administradoras estão sempre ali para o que você precisar. Lá podemos aprender cada dia mais sobre a maternidade e tirar muitas dúvidas, principalmente para nós, mamães de primeira viagem." Nayara tem um filho de três anos e assim define o grupo: "É o de melhor autoajuda, assuntos ligados à maternidade e do universo feminino." Atendente de uma distribuidora de bebidas, Nayara se desdobra para ter a vida equilibrada – casamento, cuidados com a casa, o trabalho e o amor ao filho. "Eu me sinto realizada., pessoal e profissionalmente."
Sobre a maternidade, considera a experiência mágica. "Qualquer desafio é pequeno quando você tem em troca um sorriso ou um ‘mamãe eu te amo’. Isso já é a prova de que nós, mães, conseguimos suportar e superar qualquer obstáculo por ele, um filho, que é tudo em nossa vida", afirma Nayara, que se considera uma supermãe. "Principalmente que somos todos diferentes e temos que respeitar as diferenças. Não somos melhores que ninguém e deixo o meu filho livre para mostrar seus sentimentos, pois homem chora sim e não precisa sentir vergonha disso. Ensino a ele a boa educação e dou a ele todo amor do mundo". (WV)


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