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MOTIM - Piraquara pega fogo

16 jan 2017 às 08:09

Dois detentos morreram, 28 permaneciam foragidos até as 18 horas e quatro homens suspeitos de auxiliarem a fuga foram presos na manhã deste domingo (15), após rebelião registrada na Penitenciária Estadual de Piraquara 1 (PEP1).
Segundo informações da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), presos da Casa de Custódia de Piraquara (CCP) começaram um tumulto para chamar a atenção dos agentes penitenciários por volta das 3 horas de domingo. Foram acionados a Polícia Militar (PM), o Setor de Operações Especiais (SOE) do Departamento Penitenciário (Depen) e o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil para atender a situação.
Por volta das 5h30, um estrondo foi ouvido na penitenciária. Duas explosões abriram um buraco no muro, pelo qual os presos começaram a fugir. Do lado de fora, um grupo com cerca de 15 homens armados dava cobertura aos fugitivos. Houve confronto com os policiais e com outras equipes que prestavam apoio. Dois presos foram mortos do lado de fora da PEP1.
Junto aos dois mortos, havia uma metralhadora Uzi 9 mm, além de uma bolsa com aproximadamente 300 cartuchos calibre 5,6 e um colete balístico. Também do lado de fora foi encontrada uma barraca com alimentos e bebidas, que teria sido utilizada pelos homens que deram cobertura para os fugitivos.
Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo de Carvalho Miranda, muitos dos presos que fugiram estão ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). "Eles fizeram um motim na Casa de Custódia de Piraquara para tirar o foco dos agentes, enquanto isso, presos da PEP1 abriram um buraco no muro para efetuarem a fuga", explicou Miranda.
Ainda conforme dados da Sesp, quatro homens suspeitos de dar cobertura para a fuga de presos fizeram uma mulher refém num haras na cidade de Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba). Policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram ao local, onde os quatro se renderam e foram presos. Com eles foram encontados três fuzis 762 e duas pistolas. O grupo foi encaminhado ao Cope.
Na tarde de domingo, em nota, o secretário estadual da Segurança Pública, Wagner Mesquita, afirmou que se trata de uma ação orquestrada há muitos dias. "Apesar disso, a Polícia Militar e o SOE deram uma resposta imediata e eficaz evitando uma fuga em massa. A Polícia Civil vai investigar os envolvidos neste plano de fuga e as forças de segurança do Estado estão agora empenhadas para recapturar os detentos que conseguiram fugir", afirma.
Os corpos dos dois presos mortos foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. Um helicóptero foi deslocado pela PM para tentar localizar os 28 foragidos. Barreiras foram montadas na BR-116, que atravessa o Estado, e veículos suspeitos estão sendo abordados por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

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