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MORANDO COM INIMIGO - Vaza e deixa lixão pra vizinhança

09 jul 2015 às 09:51


Mosquitos, ratos, cobras e baratas não param de invadir a casa da dona Madalena Balbino. Os bichos saem de um depósito de lixo que se formou ao lado do imóvel, localizado na Rua Juvenal Pietraroia, Jardim Colúmbia, na zona oeste de Londrina. O terreno serviu durante anos para a separação de resíduos recicláveis. Porém, desde que o proprietário do espaço "deu no pé", há cerca de dois meses, o ponto virou um lixão "comunitário", usado para o descarte clandestino de toda a região. O mau cheiro toma conta da rua, situação que atrai todo o tipo inseto.
Madalena diz que seu imóvel foi adquirido há três anos. No local, além dela, moram o genro, a filha e os dois netos. Segundo ela, o sonho da casa própria virou um pesadelo para a família. "Quando mudamos para esta rua, o espaço funcionava para a reciclagem e não era essa bagunça toda. De tanto pegarmos no pé do responsável, ele foi embora há dois meses e deixou isso tudo para trás", relembra a moradora. "Ficamos sabendo que ele foi para Cambé, mas ninguém sabe o bairro", ressalta.
Com a mudança dele do terreno, os vizinhos esperavam que o pesadelo também iria embora. Mas não foi bem isso o que aconteceu. "Muitas pessoas descartam lixo aí durante a noite. Virou o lixão do bairro e dos moradores da região. Tem todo o tipo de lixo aí: objetos eletrônicos, bicho morto, embalagens de remédios. Lixo caseiro e alimentos. O que atrai muitas cobras, ratos, baratas e mosquitos, de todos os tipos, e que estão invadindo nossa casa", revela Madalena.

Cortou a cobra no meio
Ela relembra um episódio que deixou todos apavorados. "Há algumas semanas, uma cobra estava passando pelo portão e o meu genro passou com ele por cima dela e a matou. A cobra estava indo direto para dentro da nossa casa", relembra a mulher, dizendo que a comunidade não pode vacilar. "Dizem que o verdadeiro proprietário do espaço e o antigo morador não foram mais encontrados para serem notificados e, enquanto isso, a gente continua sofrendo com a situação", lamenta Madalena. (P.M.)

CMTU registra denúncia
A assessoria da CMTU informou que: "No espaço funcionava um ponto clandestino de reciclagem. No terreno, além da reciclagem irregular, também ocorria queimada de rejeitos. Por se tratar de um imóvel privado, com a incidência de crime ambiental (queimada) e problemas relacionados à saúde pública (ratos e insetos), a questão foi repassada, desde o início, para órgãos competentes, como a Sema (Secretaria Meio Ambiente) e a Vigilância Sanitária", adiantou. "Como a situação se intensificou, com a população passando também a jogar lixo no lote (virou um lixão), a fiscalização de descarte irregular da CMTU, em conjunto com a Sema, atuou na verificação da ocorrência entre o final de abril e o início de maio deste ano. A Companhia localizou o proprietário da área e o notificou sobre a necessidade de limpeza dos resíduos. O responsável teve respeitado o prazo garantido em lei para a limpeza do espaço e, no dia 18 maio, nossos fiscais constataram que a retirada dos detritos tinha sido feita", detalhou a assessoria."De lá para cá, não registramos reclamações sobre o referido imóvel até o momento. Agora, a denúncia foi encaminhada, mais uma vez, à fiscalização de descarte irregular, que autuará novamente o dono do lote. Pelo Código de Posturas do Município, a multa varia entre R$ 60 e R$ 3 mil reais. A reclamação também foi mandada para a Vigilância Sanitária, para que o órgão possa somar na fiscalização", finalizou. (P.M.)


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