Moradores do Conjunto Parigot de Souza II, na zona norte, estão com medo de que o prédio que serviu por muitos anos como centro comercial, caia no esquecimento. O local, que fica entre as ruas Thomaz Machado e Geraldo Gonçalves da Costa, está fechado há cerca de um ano e meio e começa a apresentar sinais de depredação. Além das paredes pichadas, janelas também aparecem quebradas e há lixo ao redor. Além de um mercado, funcionava lá também uma loja de presentes. Um bar e um bazar foram os últimos que fecharam as portas. "Depois que o mercado saiu daqui, ficou um espaço vazio muito grande e os comércios menores começaram a sofrer com roubos. Aí desanimaram e foram saindo aos poucos", resumiu o autônomo Lúcio Zanin. "Estou torcendo para que façam alguma coisa, porque desse jeito desvaloriza o bairro. O comércio da Saul também ‘mata’ um pouco o local. É perto, apenas duas ruas abaixo. Muitos podem preferir comprar na avenida do que aqui", completou.
"Moro aqui em frente e não temos registro de nada que possa ter acontecido. Mas é aquilo, não podemos dar chance ao azar. O quanto antes fizerem algo aqui para não deixar abandonado, melhor", resumiu Zanin, minimizando uma possível ação de bandidos. "Não sou deste bairro, mas minha mãe mora aqui e é triste ver uma situação dessa. Lembro de quando era ativado. Agora tem esse risco de virar mocó. É ruim para os moradores se continuar desse jeito. Eu mesma ficaria morrendo de medo", disse outra moradora, que não quis se identificar.
Procurado pela reportagem, o presidente da Cohab-Ld (Companhia Municipal de Habitação de Londrina, Luiz Cândido de Oliveira, buscou explicar que a Companhia é dona do prédio e limitou-se a dizer que será usado pela própria Administração. "Lá será uma unidade da Secretaria da Educação", resumiu, sem divulgar prazos, mas confirmando que a situação está no conhecimento da Companhia. (Edson Neves/NOSSODIA)
Aluguel pesa no bolso
O aluguel também foi um ponto de reclamação. "Quando assumi, em 2009, o aluguel subiu de R$ 230 para R$ 890. Hoje, está em R$ 1.300 o valor de três boxes", disse Claudenice. "O aumento do aluguel fez muita gente quebrar. Será que não foi isso que aconteceu lá no Parigot II?", questionou a comerciante. "O aluguel aumenta, mas as reformas não aparecem", resumiu Luzia, que teve R$ 250 de aumento na cobrança. "Ainda não senti os efeitos. Por enquanto, está dando para pagar direitinho", disse Nilson Rodrigues, dono de um petshop no Aquiles Stenghel. (E.N).
Cohab responde
Sobre as manutenções, Oliveira informou que a Cohab tem com uma equipe de manutenção composta por cinco pessoas. "Acima de tudo, é importante que os proprietários nos avisem dos problemas estruturais. A partir do recebimento da queixa, os fiscais de contrato vão até o local, comunicam os engenheiros, que fazem um levantamento do que deverá ser feito e o valor a ser gasto. Além disso, temos um edital em aberto de compras de materiais. Mas precisamos que nos avisem dos problemas", explicou. Sobre o valor dos aluguéis, Oliveira foi taxativo. "Acontece a avaliação do imóvel no estado em que se encontra, e é fixado um valor mínimo e os reajustes acontecem anualmente, está no contrato", concluiu. (E.N).