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Cobram mais fiscalização

Moradores garantem: ‘Tanganica continua pista de corrida’

Edson Neves/NOSSODIA
19 ago 2018 às 18:24

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Edson Neves
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A rua Tanganica, na zona norte, ainda está dando o que falar. Mesmo com a sua sinalização concluída pela CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), a via segue como uma pista de corrida. No mês de abril, Juan Serigato Nogueira, de 19 anos, bateu com sua moto na traseira de um veículo que aguardava para entrar na Rua Osmy Muniz. A bronca na época foi que a sinalização estava confusa, além da falta de placas indicando a velocidade máxima.
O Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), então, informou que faltava a CMTU finalizar a sinalização projetada pelo Instituto, o que foi feito apenas em junho. A partir daí, a Companhia apontou que principalmente com a redução da velocidade de 50 km/h para 40 km/h, traria mais segurança principalmente ao pedestres e ciclistas.
O NOSSODIA voltou até o local para ver se alguma coisa tinha mudado. Mas os moradores relatam que os motoristas apressadinhos ainda causam dor de cabeça. Elza Rosario Rodrigues, que mora praticamente em frente do local onde morreu Juan, falou da dificuldade do marido em conseguir chegar em casa. "Até mudou. Está acontecendo menos acidentes aqui, mas infelizmente o pessoal continua abusando da velocidade", revelou a dona de casa. Elza também comentou a falta de educação também é constante no trânsito que passa pela via. "Meu marido reduz a velocidade, dá sinal que vai entrar na nossa garagem e quem vem atrás começa a xingá-lo. É filho disso, filho daquilo...muitas vezes ele precisa dar a volta no quarteirão para tentar estacionar de novo na nossa garagem", completou.
Para a também dona de casa Ana Maria dos Santos, a sinalização não trouxe mudanças. "Está a mesma coisa. É como se não tivessem feito nada. Não tem semáforo, não tem radar. Isso aqui é um absurdo, perigo constante", declarou. Até atividades comuns, Ana Maria disse que não consegue fazer direito. "Nem varrer a frente da minha casa eu consigo, com medo de ser atropelada. Além disso, estacionam em locais que está com a faixa zebrada".
A moradora do Hilda Mandarino relatou que depois que a sinalização na via terminou de ser realizada, alguns acidentes foram registrados. "Só os que eu lembro, foram quatro. Não tem nada para multar eles. A placa não multa. Será que precisa de outro acidente daquele para tomar outra providência?", esbravejou.
A reportagem do NOSSODIA procurou a CMTU para obter informações sobre fiscalização no local e a possibilidade de implantação de radares fixos, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno. (Edson Neves/NOSSODIA)


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