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Montanha de pneus assombra comunidade

12 jun 2014 às 08:26

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Não tem um morador da rua Halzey Colli, no Conjunto Parigot de Souza 2, Zona Norte de Londrina, que não esteja apavorado. Há cerca de 15 dias, uma montanha de aproximadamente 300 pneus – grande parte deles com água parada dentro - tomou conta da calçada e do asfalto. Pneu velho é a moradia perfeita para o desenvolvimento do perigoso mosquito da dengue.
Segundo Wesley Messias, morador que alugou uma casa que fica em frente ao problema, o proprietário dos pneus os abandonou e a Vigilância Sanitária de Londrina, que ficou encarregada de retirá-los, ainda não cumpriu com a promessa.
"Esses pneus estavam dentro do meu quintal. O proprietário deles ficou de pagar aluguel do terreno para guardar tudo isso, mas não pagou. Aí o dono da casa, que é meu cunhado, ofereceu ela pra eu morar. Na segunda-feira da semana passada (dia 2 de junho), agentes da Vigilância Sanitária vieram aqui e disseram que se eu colocasse os pneus na rua, eles seriam retirados até sexta-feira. Porém, o final de semana passou e até hoje (10) eles estão aqui", denunciou Messias.
A situação está causando pânico em toda a vizinhança. "Já está cheio de mosquitos aí nesse lugar. O pior é que eles nos mordem dentro de nossas casas também. Vai saber se é ou não da dengue. Fora isso, qualquer um pode passar aí durante a noite e colocar fogo nesses pneus, causando uma destruição muito grande", alertou uma moradora, que não quis ter o nome divulgado.
O NOSSODIA foi até a residência onde morava o suposto proprietário dos pneus, localizada na mesma rua. O rapaz foi identificado pela ex-esposa como Wanderlei Barbosa. No entanto, ela afirmou que Barbosa não moraria mais no local. (Paulo Monteiro/NOSSODIA)

Resposta
A reportagem entrou em contato com a Vigilância Sanitária de Londrina por meio de telefonemas, na terça e na quarta, por volta das 15 horas. Porém, de acordo com um servidor da Vigilância, apenas o setor de Endemias poderia responder às perguntas sobre o assuntou. No entanto, neste horário, segundo ele, não havia mais ninguém da Endemias na repartição pública. (P.M.)
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