Onze dias se passaram e o terror na família da promotora de vendas Cassiani Graciano, 27 anos, só aumenta. Isso porque o assassino da jovem continua à solta, podendo retornar a qualquer hora e causar ainda mais dor a todos. Cassiani foi morta na madrugada do dia 17, dentro da própria casa na Rua dos Ensacadores, Conjunto União da Vitória, na zona sul de Londrina. Parentes acreditam que ela ainda foi violentada sexualmente pelo criminoso.
"Parece que não é real. Ainda estou esperando ela chegar", disse um familiar próximo de Cassiani, ao olhar para sua residência. "Está sendo muito difícil pra gente aceitar a morte dela, do jeito como foi", conta o parente, que encontrou a jovem sem vida. "Naquela manhã, a gente sentiu a falta dela. Fui até lá, vi que o portão estava entreaberto e me deparei com Cassiani caída, sem roupa, com marcas no pescoço. Ela não respirava mais, já estava morta. Acho que a enforcaram", relembra o familiar, ainda muito abatido.
"Ao lado do corpo tinham vários vidros de perfume e shampoo. Todos com marcas de sangue e que podem ter sido usados para violentar ela. Judiaram muito dela", acredita. A janela da casa está danificada, aparentando que foi arrombada pelo suspeito. A família não acredita nesta hipótese.
"Acho que a pessoa que matou chegou junto com ela. A situação da janela, danificada, foi uma simulação para despistar a Polícia", comenta o parente, dizendo que mais de uma pessoa participou da bestialidade. "Cassiani era muito reservada sobre seus relacionamentos. Mas eu sabia que ela estava ficando com um rapaz. Não o conhecia. Talvez possa ter sido ele, pois está foragido", conta o ente, informando que a vítima havia saído na noite de sábado sozinha de casa.
"Estávamos em uma festa na casa de um familiar, localizada na mesma rua. Por volta da 0h30, fomos todos embora e Cassiani ainda não tinha chegado. Acredito que ela tenha retornado só durante a madrugada, por volta da 1h30, com o assassino ou os assassinos", imagina o parente.
Cassiani e a família moravam no União da Vitória há 22 anos. Até então não haviam sofrido ameaças e nenhum tipo de violência, afirma o parente. "Não sei o que pode ter motivado algo tão grave. Para mim, ela não tinha inimigos", complementa.
CRIANÇAS PEDEM PELA MÃE
De acordo com o parente de Cassiani, as suas duas filhas pequenas, que também viviam com ela, não estavam em casa no momento do crime. Crime que ainda mantém a família em estado de choque. Por causa disso, os pais da vítima deixaram a casa em que moravam no bairro foram morar longe da cidade.
Já as duas filhas de Cassiani, fruto de um antigo casamento, hoje vivem na casa do ex-marido e também dos avós. "As crianças pedem pela mãe e choram muito. Infelizmente, elas chegaram a ver a mãe morta no dia que a encontramos. Quando nos fomos atrás de encontrar a Cassiani não imaginávamos que ela estaria morta", completa o familiar.
O Instituto Médico Legal de Londrina (IML) comunicou que, de acordo o laudo do médico legista, a jovem foi morta por asfixia causada por esganadura. Ainda de acordo com o IML, exames periciais mais detalhados poderão precisar se a vítima foi realmente violentada sexualmente, como reitera a família.
O caso está sendo apurado pela Delegacia de Homicídio. Segundo o superintendente Cláudio Santana, a Polícia Civil já possui nomes de suspeitos, porém, até o momento, ninguém foi preso pelo bárbaro crime. (P.M.)