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Mobilização estudantil - Ocupação continua na UEL

07 nov 2016 às 11:30

A situação dos prédios da Universidade Estadual de Londrina (UEL) ocupados por estudantes desde a semana passada permanece indefinida. A direção da universidade deve apresentar até esta quarta-feira (9) uma posição sobre as reivindicações dos universitários.
O vice-reitor Ludoviko dos Santos se reuniu com o Comando de Greve Estudantil da UEL na tarde deste domingo (6) para ouvir as reivindicações. "Vamos discutir o assunto em uma reunião hoje (domingo) à noite com a equipe da reitoria e entre terça ou quarta-feira devemos ter uma posição", afirmou o vice-reitor.
Os estudantes ocuparam a reitoria da UEL na noite de sexta-feira (4). Já estavam ocupados o Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) e Rádio UEL FM. Na pauta de reivindicações estão a revogação da PEC 55 em tramitação no Senado, que institui teto para os gastos públicos; da MP 746 (reforma do ensino médio) e a derrubada do projeto de lei da "escola sem partido".
Eles também querem a permanência das cotas raciais e sociais, que é renovada a cada cinco anos; a atualização e correção do repasse das verbas estaduais; e a ampliação e mais autonomia da moradia estudantil.
De acordo com o vice-reitor, não havia sido feito pedido de recursos para manutenção da moradia, mas que as reivindicações foram anotadas e serão repassadas ao prefeito do campus para providenciar o conserto.
Ele também garantiu que as cotas raciais deverão ser mantidas. O retorno às aulas, após a greve dos servidores e professores, marcado para terça-feira (8), está indefinido nos departamentos ocupados. Segundo Santos, a reitoria vai discutir até quarta-feira como proceder no caso dos alunos que permanecerem em greve. "Vamos ter alunos querendo ter aula e outros não. Vamos deliberar como proceder. Mas a desocupação desses locais serão discutidas com o comando de greve", afirmou Santos.
O Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) declarou apoio ao movimento. O Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Londrina (Sindiprol/Aduel) decidiu que os docentes terão autonomia para definir se haverá e como serão ministradas as aulas.

Na Câmara também
Os estudantes secundaristas que ocuparam a Câmara Municipal de Londrina, na sexta-feira (4), afirmam que não vão deixar o local nesta segunda-feira (7), diferentemente do que havia declarado o presidente do Legislativo, Fábio Testa, na tarde de sexta-feira após uma reunião com os estudantes.
O grupo disse que pretende conversar com os vereadores nesta segunda-feira (7), mas que vai permanecer no local por tempo indeterminado. Eles são contrários à PEC 55, que tramita no Senado, que congela dos gastos e investimentos públicos por 20 anos, à Medida Provisória (MP) 746 que estabelece a reforma do ensino médio e também à proposta "Escola Sem Partido", cujo objetivo é eliminar supostas "doutrinações ideológicas" durante as aulas. (A.M.P)


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