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Minha história - Waldomiro sonha com a aposentadoria

15 jun 2017 às 15:14

Waldomiro, o Peixeiro, não foge à luta. Aos 64 anos, o rebento de Álvares Machado, interior de São Paulo, conta que se criou no Paraná. "Conheço mais o Paraná do que o estado de São Paulo e a cidade de que mais gosto é Londrina mesmo". Morador de Ibiporã, enxerga Londrina como cidade grande e encanta-se com seus edifícios, luzes e "vias por onde o trânsito flui". Sem que ainda tenha se aposentado, faz bico com a venda de frutas da estação e sabe diferenciar muito bem poncã de tangerina ou mexerica. Mas nem só de gomos é feita a época e a carriola de Peixeiro. "Tem caqui chocolate, morango e uva também." Sem muito tempo para a prosa, o senhor acolhe a freguesia e um quilo bem pesado rouba o sorriso do cliente. "Mesmo no inverno tem que comer fruta. Crianças, idosos e adultos. E quem não for enjoado, aproveita de tudo e se dá bem", pensa. Nascido em uma fazenda, Peixeiro mantêm hábitos como dormir e acordar cedo. "Eu trabalhei na lavoura, a vida na fazenda é de barriga cheia, tem fartura, mas em termos de remuneração deixa a desejar. Paga pouco". Casado, pai de cinco filhos, diz: "Sou esforçado. Tenho diabetes, tomo remédio contínuo pro coração e folgo no domingo. Gosto de ver televisão e me preparo para a semana assim, com um descanso".

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