Há sete meses em Londrina, Angélica Nascimento Davila, 25 anos e Simome Nascimento Davila, 31, estão se redescobrindo. Com determinação, as moradoras do Jardim Campos Elíseos trabalham no Centro de Londrina como ambulantes e, mais do que tudo, vendem simpatia a quem passa. As duas são portadoras da Síndrome de Larsen, que acomete as articulações. Juntas, as irmãs somam cerca de 40 cirurgias, todas realizadas com o propósito de dar mais qualidade de vida a elas. "Eu nasci em Rondônia, mas mudamos para Foz em busca de tratamento", conta Simone. "Algumas pessoas pensam que somos anãs, mas não", explicam. Muito unidas, as jovens contam que são fãs de música sertaneja e já participaram até de um videoclipe. "Mão boba, de Fábio e Rafael", contam. Querem juntar dinheiro para comprar uma caixa de som e fazer apresentações artísticas. Simone explica que começou a cursar Secretariado, mas não se encontrou no curso. "Quero fazer cinema, gosto de palco, luzes e câmera", diz Simone. "Eu fui até a oitava série. Por causa do tratamento, só comecei a estudar com 12 anos e foi difícil enfrentar a diferença de idade. Na verdade o preconceito começa dentro da própria família e só nos duas sabemos pelo que passamos até agora."