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Minha história - Um pedacinho do campo no quintal

07 nov 2016 às 11:56

Despido de vaidade, o eletricista aposentado Etelvino Zapelini Martins, 64 anos, pede que sua horta ilustre a sua história. Misto de terapia e fonte de alimentação saudável, o espaço de cultivares começou logo depois que a família foi viver nessa casa, cerca de dois, três anos, na região Leste de Londrina. Natural de Sombrio, Santa Catarina, recorda com orgulho os tempos em que acompanhava sua mãe à roça. "Comecei a trabalhar aos sete anos de idade e minha mãe me pegava pela orelha quando eu errava na hora de cortar o pé de aipim", sorri. Junto com os cinco irmãos, brincava de verdade. "Subia em árvore frutífera, caçava, pescava e jogava bola". Casado com Maria Helena, tiveram dois filhos. Uma faleceu aos 20 anos. O cacto agarrado à parede fica bem de frente à cerca que protege a horta da família. Há um pé de jabuticaba, acerola, araçá, taioba, tomate, alface, almeirão, couve, feijão de corda, salsinha, mini-berinjela, e ervas como capim cidreira, hortelã, capim cidreira, hortelã e cidreira brasileira. "Fiquei muitos anos sem mexer com a terra, perdi algumas habilidades e estou reaprendendo a temperar a terra." No fundo da casa, dá para ver que tem cana, banana e o cachorro Francisco, carinhosamente chamado de Chico, e Neguinho corre de um lado para o outro e completa a cena de um lar harmônico. "Felizmente, ainda tenho bons vizinhos."

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