Se hoje falta uma perna, sobra coragem para Fernando Ramos Leonel, 34 anos, morador de Sumaré, distrito de Paranavaí. A rotina dele e da família sofreu muitas mudanças desde o acidente de moto que sofreu em março desse ano. Após um dia inteiro de trabalho, retornava para casa, mas seus planos foram interrompidos quando um caminhão o colheu em cheio. Embora tenha recebido uma série de cuidados e feito internamento tanto em casa, como em hospitais em Londrina, Fernando contraiu uma bactéria e, seis meses após o acidente, recebeu a notícia que não queria: seria obrigado a amputar a perna para continuar a viver. "Ele perdeu o músculo da perna. Uma veia estourou, foi apodrecendo a carne, perdeu o nervo e não tinha outra alternativa", narra Luana Cristina da Silva, 20 anos, esposa de Fernando. "Querer não queria, mas não tinha outro jeito dentro de nossos recursos. Daí passou por psicóloga e graças a Deus não teve depressão", acrescenta. Dentro das limitações impostas pela perda da perna, o pedreiro e a esposa tiveram que deixar a casa onde viviam por questões financeiras. "Viemos morar com minha sogra". Passados nove meses desde o acidente, tentam levar uma vida normal e para ficar de pé e executar as funções que a profissão exige, ganhou recentemente uma perna feita de cano de PVC. "Foi ideia dele e do irmão porque pelo menos assim ele consegue se equilibrar. Tava agoniado e agora também consegue esticar o cotoco." Longe de ser a ideal, a solução chama atenção. "Ele nunca foi de ficar parado. Sabemos que uma prótese seria o certo, mas só para tirar as medidas são uns cinco meses que o governo pede. E pagar R$ 10 mil para uma simples não temos condições. Vamos dando um jeitinho para levar a vida." Serviço: Para ajudar na compra da prótese: CEF - Ag. 0399 operação 13 conta poupança: 00133404-5. Telefone: (44) 99178-5806.