O vendedor ambulante de doces, Rodrigo Batista Fabris, 31 anos, é muito conhecido em Londrina. Quem passa de carro, a pé, ou trabalha no entorno da Avenida Juscelino Kubitschek com a rua Rio de Janeiro, já foi conquistado pelo carisma do rapaz. Afinal de contas, já são quatro anos no mesmo ponto em uma incansável busca pelo sustento. Embora seja portador de um tipo de paralisia que dificulta o seu andar, Rodrigo diz que não possui benefício e que há dez anos começou com a venda de doces. "O problema na perna não faz eu me sentir limitado. Ando com dificuldade, mas ando." Morador do Jardim Santa Madalena, na zona oeste, divide o teto com a mãe e irmãos e, para driblar a concorrência, explica que cria promoções e brindes para agradar a clientela. A camiseta que também já virou referência traz o nome e o negócio ao qual se propõe. "Foi uma ideia de uma amigo e deu certo." O uniforme de trabalho do vendedor de gomas, chicletes e drops tem uma camiseta para cada dia de trabalho. "É. Na verdade são cinco porque também trabalho no sábado", corrige. Com amizades em toda a volta, quando sai para reforçar seu estoque, pode deixar seus pertences no hotel ao lado, onde é querido por todos. "Na farmácia, na Acesf, nos postos e comércio sou querido. Gosto de fazer amizades e se a gente quer ter amigos, tem que ser amigo".