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Minha história - Um dia de cada vez

27 jul 2017 às 08:42

Santista de nascimento, Antonio Moreira, 64 anos, gosta de falar de si. Sobre o seu time de futebol, defende: "Ganhando ou perdendo, sou Santos". Antonio ainda não se aposentou e na vida profissional já foi guarda, servente de pedreiro, ajudante de caminhão e até outros dias recolhia latinhas recicláveis para complementar a renda da família. "Dia 10 de outubro faz 24 anos que sofri um acidente e só no ano que vem eu consigo me aposentar. Morador de Ibiporã, há seis meses Antonio ficou viúvo. "Vivi com a Sebastiana por 12 anos. Nunca tive filhos. A gente não sabe do dia de amanhã, mas quando a gente perde alguém é duro de acreditar e seguir em frente. Fiquei muito inconformado, até porque ela tava bem e morreu de pneumonia. Sinto falta dela que tinha ciúme de mim quando eu saía pra catar latinha", recorda. Da maresia, não sente saudades. "Minha mãe passou muito tempo internada e fiquei com essas lembranças". De passagem por Londrina, elogia a comidinha servida por grupos religiosos na região central. "Eu sinceramente tô precisando comer menos. Tô um pouco gordo, mas a comida é muito boa". Junto da família, tem o apoio de quem ama para seguir a vida. "Minha enteada fala que posso arrumar uma nova namorada. Fui fiel à Sebastiana porque ela sempre me respeitou muito, mas é bom ter com quem contar. Já gostei muito de baile quando era molecão novo, agora só dou umas voltas mesmo".

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