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Minha história - Tradição no fumo

03 ago 2017 às 09:37

Ponto de referência na rua Sergipe, a tabacaria da família Tognin já soma 50 anos de atendimento e tradição em um ponto comercial que é também parada para trocar ideias, encontro de amigos e assuntos do cotidiano como política, economia e curiosidades. À frente do negócio, Cesar Geraldo Tognin, 55 anos, o primogênito de Geraldo Tognin e Maria Libardi Tognin. As idas à loja começaram na infância, quando a pretexto para levar o almoço do pai, Cesar ajudava no atendimento e, dia a dia, foi tomando gosto pelo ponto, a freguesia e aprendendo sobre os produtos. Dos cinco filhos do casal, tomou para si dar seguimento à casa que comercializa fumo de corda, palha, papel para fumo e acessórios como canivetes, bingas e até isqueiros sofisticados. De 1980 a 1983, Cesar se afastou da casa de fumos da Sergipe para abrir uma unidade em Cuiabá, oportunidade em que ganhou experiência, somou histórias e o retorno foi uma decisão assertiva. Bom conhecedor do produto e da clientela, indica o fumo de Arapiraca, o preferido pela ala nortista. Comercializados a peso, os fumos, todos artesanais, são para Tognin, parte de um processo particular e de prazer pessoal. "É um ritual que inclui cortar o fumo bem fininho, dechavar com as mãos até o momento do fumo em si". Entre portas que se fecham, a tabacaria segue firme. "Está sustentável. Diminuiu, mas tem freguesia certa." Tanto é, que Tognin só guarda a Sexta-feira Santa. "Aqui é de domingo a domingo".

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