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Minha história - Roberto, trabalhador de tirar o chapéu

01 mai 2017 às 10:40

Aos 62 anos e aposentado, Roberto Pardini é uma pessoa que gosta de ter ocupação. Tanto é que, embora tenha se aposentado oficialmente em 2015, seguiu no ofício de porteiro, função que exerce há 17 anos e com muito orgulho. Natural de Alvorada do Sul, começou a trabalhar aos nove anos de idade como engraxate. Tinha até o caixotinho e ia pra cima e pra baixo. Aos 11, foi para a lavoura, onde colhia algodão, café e mamona. "Pegava das 6 da manhã, até as seis da noite, era de sol a sol", recorda. Filho de Nelo e Maria Sebastiana Pardini, ele italiano, ela paulista, tiveram 12 filhos. Escola, Roberto fez até o 4º ano primário. Mas a escolaridade não foi empecilho para este brasileiro que se orgulha de ter sido vendedor em empresas como Arapuã, Buri e Pernambucanas. "No meu tempo, éramos verdadeiros negociadores e tínhamos que suar a camisa para efetivar a venda. Participei de treinamentos em São Paulo e fazia cursos para me aprimorar". Casado há 39 anos com a balconista Sueli, o casal tem um filho, o Júnior, que é bancário. Sempre na estica, Roberto é elegante por natureza e diz que os bacanas que engraxavam o sapato com ele, lá na infância, ficaram na memória como referências de boa apresentação pessoal. "Trabalhar desde cedo só me fez bem e continuo porque gosto e também para complementar a renda".

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