Nas mãos do comerciante Ailton Aparecido da Silva, 62 anos, o açúcar ganha cor, forma e é sinônimo de alegria para as crianças. Dos grãos de açúcar do tipo cristal ao algodão doce prontinho, a agilidade faz diferença. Um pouquinho de corante, simpatia e organização entram na receita. No palito doce, rosa ou azul, o chumaço farto é a especialidade deste senhor. Há seis anos, Ailton assumiu o carrinho do algodão doce, mas já é figura muito conhecida na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. "Só de Expo, desde 1970", resume. Sem parar para refletir sobre os 45 anos que se passaram, Ailton se alegra a cada doce pronto. Já foi vendedor de cocada e antes disso trabalhou em um curtume. Morador de Fernandópolis, interior de São Paulo, o vendedor autônomo diz que também se alegra diante das famílias que passam por ele, compram o produto e, mais que um doce, dão amor aos filhos. "Eu mesmo não tive infância. Fui pra roça com sete anos. Carpia, roçava pasto, arrancava toco, mas já superei. Nada me derruba. O mundo foi uma escola, uma mãe e um pai pra mim e por isso eu tô aqui: firme, forte e bonito", brinca.