O professor de matemática Giancarlo Roberto Maia, 49 anos, soma 26 de profissão. O pai, que era professor de Educação Física e formado em Direito e Pedagogia, foi quem mais influenciou o rapaz, que tinha o sonho de ser médico. Aprovado no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, recuou para ficar ao lado da mãe, que sofria de câncer. "Meu pai sabia tanto de meu desejo que chegou a me dar a Enciclopédia Médica Ilustrada. Eram sete volumes e decorei o nome de todas as doenças", recorda. A mãe, que comercializava peças artesanais, faleceu em março de 1990. "Com suas roupinhas de lã, vestiu várias gerações". Maia recorda que chegou a ter aulas com o pai. "Era tenente e rígido. Eu e minhas irmãs tínhamos que ser os melhores e quando precisava exemplificar um exercício, tínhamos que ser perfeitos". A vontade de estudar e aprender sempre motivou o professor Gian, como seus alunos o chamam. Há 10 anos, é professor particular e, com didática e experiência, muda o olhar do educando em relação à Matemática, disciplina que está presente no cotidiano o tempo tempo. Maia atribui a bloqueios do subconsciente e a uma base fraca, as dificuldades de seus alunos. "Tenho aluno desde os sete anos, até quem faz faculdade de Engenharia. "É preciso aprender a interpretar o problema. Celular e computador têm sua importância, mas é preciso limitar." Sobre a valorização do professor, Maia considera que há pouco a comemorar. "Perdemos poder em sala, muitos tiram do próprio bolso para se capacitar. Quem dá aula é porque gosta e tem dom." Neste sábado, é comemorado o Dia do Professor.