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Minha história - Pierini, homem de raízes

Walkiria Vieira
NOSSODIA
24 jul 2017 às 10:27

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"Tem ardido, amargo e também tem doce"

Microempreendedor, Celso Pierini, 64 anos, transformou o que era a renda extra em fonte exclusiva. Sem a conquista da aposentadoria, foi atrás da documentação e empreendeu com suas conservas – a maioria de pimentas. Os amigos, os amigos dos amigos e quem prova uma vez vira freguês", alegra-se. Na avenida Henrique Mansano, nas proximidades do estádio do Café, faz do capô do carro, a vitrine de seus produtos artesanais: "Pimenta cumari, malagueta, dedo de moça, biquinho, habanero - essa é bem ardida, bodinho, jurubeba, gengibre curtido no molho inglês". Ao mix de produtos, soma duas qualidades de mel – Europa e Jataí -, e uma paçoca caseira feita por um fornecedor escolhido a dedo. Com 27 anos de registro em carteira, frutos de duas empresas onde atuou como representante comercial e encarregado de manutenção, a última contratação foi na construção civil. "Era encarregado de mestre de obras". Ao lado da esposa, Rosalina dos Santos, com quem é casado há quarenta anos, faz das conservas ocupação e que os orgulha também. "Temos uma cozinha especial e nossa pimenta é orgânica. Tem muito sabor". O casal tem três filhas, sete netos e Pierini, que nasceu em Nova Esperança e junto com os nove irmãos começou a trabalhar na roça aos cinco anos, conserva o devido valor à terra e a tudo que ela dá. "Algumas pimentas especiais trago do sítio de Água Boa, onde vive um de meus irmãos".
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