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Minha história - Paraíba é gente boa

17 mar 2016 às 09:37

O sotaque e os costumes culturais, fizeram de Carlos Alberto Ferreira Delfino, 45 anos, o popular Paraíba. Vendedor ambulante de redes, capas para bancos de carros e capas para volante, Paraíba mora no Jardim Bandeirantes, nasceu em Patos, na Paraíba e se sacode para vender sua mercadoria. A meta de trazer menos volume e mais dinheiro para casa, muitas vezes o faz viajar para cidades como Ibaiti, Cambé, Apucarana, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, entre outras. "Quando vai com turma, a gente dorme no posto e arma a rede no pé da árvore. Casado com Maria há 27 anos, Paraíba tem três filhos e também é avô. "Nosso primeiro filho, perdemos", relembra. Quando é possível, retorna para Patos, onde revê familiares. "Quando tem passagem na promoção, vou de avião. De ônibus, são três dias, mas hoje os ônibus são bons, com ar e gosto de encontrar meu pai e minha mãe e os parentes da minha esposa." Otimista, diz: "Com a graça de Deus, essa crise vai passar. Para mim e para minha esposa, não tem tempo ruim. Até tive vontade de entrar em uma firma, ter registro, mas tenho pouca leitura. Só fiz até a terceira série, mas não me arrependo. Tô lutando, vivendo bem com a família, pago aluguel e quem sabe consigo minha casinha própria."

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