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Minha história - Palmas para seu Antônio

30 jul 2015 às 10:01

Com a disposição de uma criança, o aposentado Antonio Alves, 74 anos, faz da academia ao ar livre, localizada no Jardim do Sol, verdadeiro parquinho de diversões. Com as pernas bem esticadas, coloca o queixo no joelho e se alonga. Em um dos aparelhos, dá cambalhotas, deixa o tronco ereto e mostra desenvoltura de dar inveja. Morador do Jardim do Sol há mais de 40 anos, conta que chegou pequeno em Londrina. "Cheguei molequinho e era feio feito um rato", conta. Em Londrina, se casou, fez amigos e vive feliz. "Durmo cedo, como bastante, nunca perdi uma roupa por causa de gordura e bebida gosto de café. Mas que velho não gosta?" Dos segredos da longevidade, aos da boa convivência, seu Antonio não faz cera: "Nunca briguei, nunca fui preso e olha que eu gostava de uma gandaia. Chegava em casa 4h da manhã porque a vida também é pra se divertir." Casado com Maria, Antonio foi borracheiro, mecânico e ensacador. Tem uma filha, três netos e o agito não é só na academia ao ar livre. "As ruas podiam ser mais bem cuidadas, mas eu faço minha parte. Levanto, limpo toda a calçada e não gosto de sujeira, não." Se a oportunidade de estudo foi pouca, sobra para seu Antonio, a sabedoria e até faz cantoria mesmo sem o violão. "Sei ‘lê’ um pouquinho, mas o raciocínio é bom."

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