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Minha história - O point do milho verde

Walkiria Vieira
NOSSODIA
29 jun 2015 às 09:43

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Walkiria Vieira
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De grão em grão, o pratinho fica cheio. Com destreza, o ambulante José Salvador Filho, 62 anos, tira o milho cozido da panela, debulha quatro espigas, tempera com margarina e sal - e rouba um sorriso da cliente. Desde dezembro do ano passado, a rotina do aposentado é essa. Por dia, são cerca de 100 espigas peladas. Natural de Uraí, José trabalhou na roça e o primeiro emprego com carteira registrada foi em 1974. Começou como servente e se aposentou na mesma usina de açúcar e álcool no interior de São Paulo. "Fui crescendo e saí de lá como operador industrial", orgulha-se. E não é que na maturidade da vida, Jorge encontrou sua porção empreendedora. "Lá no ABC Paulista, os carrinhos de milho fazem sucesso e eu estou conquistando as pessoas com sabor. Elas dizem que fazem em casa, mas não fica igual ao meu. O segredo eu não posso dizer porque não tem." Cozido no fogo baixo, o grão dourado fica macio, vistoso e quem prova, aprova. Morador do Heimtal, José cuida do filho, Gabriel Silva Salvador, de cinco anos. Na festa junina da escola do menino, deixou o pequeno faceiro ao doar o milho, o carrinho e seu tempo para deixar a festa muito mais gostosa. "Ajudar faz bem". Quem passa pelo centro de Londrina, já sabe aonde encontrar Jorge e já ganhou até apelido. "Doutor Milho", diz um senhor. "Meu trabalho é uma alegria." No fim de semana, a tralha é outra. Segue para a pescaria com o filho e encontram a natureza.
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