Notícias

Minha história - O passarinho Jão

05 jun 2017 às 10:47

Batizado de Jão, o pássaro da foto virou companhia da costureira Sandra, dos vizinhos e da clientela há seis meses. "Um dia estava no chão, caiu do ninho que estava no transformador, lá no alto. Sobreviveu e conseguimos colocá-lo em uma árvore. Caiu de novo, era só penugem, até que um dia parei o trânsito, pois estava no meio dos carros, prestes a ser atropelado. Liguei para a Força Verde e fui orientada a deixar que ele se virasse. Mas isso não aconteceu. Passou a ser rejeitado pelos outros pássaros e as brigas quase o mataram." Jão entrou na loja de Sandra, ela passou a tratá-lo com comidinha na seringa, minhocas e hoje busca comida pelo ambiente. "Ração de passarinho, de cachorro, de tartaruga, sementes, castanhas do Pará e de caju, frutas, pão torrando", enumera. Ora em rasantes, ora em cima da Singer de Sandra, Jão mostra sintonia com sua protetora. Entre samambaias, comigo-ninguém-pode, zamioculcas, calandivas e um pé de pitanga, Jão encontra ainda terrários e piscinas para se banhar. Faz de cabideiros, troncos e folhagens, poleiro. "Já não dou nada no bico. Sei que ele tem que se virar." Tal como um filho, Sandra espera que Jão se sinta seguro de reencontrar a natureza e voe longe. "Estou me preparando para isso, mas ele chegou em um momento apropriado. Sobe nas cabeça das pessoas, é carinhoso e em minha casa também faz festa e interage com as plantas e quando vou ao banheiro já começa a gritar por mim. "Nasci em Assis, sempre passei as férias na fazenda com meu avô Antônio e talvez esse contato com a natureza tenha me influenciado."

Continue lendo