Na véspera ou depois de um jogo do Londrina, é sagrado ver a camisa do Tubarão ao lado do posto de trabalho do manobrista Marcio Barbosa Viera, 39 anos. Independentemente do resultado, Marcio, que além de torcedor é pai do meia Marcinho, é puro orgulho. "Domingo fez o gol mais bonito da partida", recorda a mais recente, com quatro gols. "Quem foi não se arrependeu." Pai presente, sabe de tudo. "Ganhou a primeira bola dente de leite aos cinco anos e de primeira dava pra ver que tinha futuro. Com seis anos, foi jogar futsal no Grêmio Literário de Ibiporã depois foi para Epesmel e quando jogava pelo Colégio Londrinense, foi campeão paranaense por dois anos seguidos. Quando chegou ao Sub-17, foi para o campo". Esse é só um pedacinho da trajetória de Marcinho, 21 anos. Ainda molecote, acompanhava o pai que também trabalhava no estádio Vitorino Gonçalves Dias. "Minha patroa tinha um bar lá e eu ia pelas arquibancadas vendendo pastel e bebida. O Marcinho subia e descia, um olho na arquibancada e outro nos dribles - e hoje gosto de dividir nossa experiência, pois serve de referência para que as pessoas acreditem no sonho e que vale a pena lutar. Das arquibancadas para o campo, é uma vitória, pois já deixamos de pagar uma conta para comprar uma chuteira para o Marcinho. Eu e minha esposa, Maria Lucia, sempre acreditamos em seu potencial e também exigimos que seja profissional e disciplinado. Acredito que não importa qual seja a escolha, os pais devem dar suporte ao filho porque quem faz o que ama, prospera", pensa. De onde saímos para onde chegamos, somos vencedores e o Marcinho tem preparo e psicológico e uma equipe muito profissional".