e"
A mochila, o chapéu e os óculos. Além de carregar pertences, proteger do sol, enxergar melhor, os acessórios servem para conferir estilo e chamam a atenção de quem para um pouquinho para ouvir o paranaense João Maria da Silva, 63 anos. Morador do Jardim Novo Horizonte II, zona Norte, é natural de Alvorada do Sul, mas pouca recordação possui da terra natal. "Saí de lá muito pequeno e como o meu pai era quase um cigano, morei em muitas cidades." Tamarana, Aricanduva, Porecatu, Sertãozinho, Franca e Batatais, estas no estado de São Paulo, conheceram o suor de João Maria. "Trabalhei na roça, em usina e onde eu chegava, falavam que paranaense é inteligente. Ah, é verdade, eu me virava e ainda me viro bem. Embora tenha problema de epilepsia há 47 anos e seja encostado, crio frases, conserto máquina de lavar, de costura e fogão e dou um ano de garantia pelo meu serviço." Na família formada por 10 pessoas, define que teve uma infância regular. "Minha mãe buscava barrigada de boi no frigorífico e sorgo no posto de saúde para ajudar na mistura e base da alimentação. Arroz só fui comer com 16 anos e Dona Odete Calixto da Silva era caprichosa. Faleceu aos 84 anos no dia 2 de janeiro deste ano". Independente, João Maria tem três filhos. "Cada um mora na sua casa", orgulha-se da prosperidade dos filhos. "Ganhei minha casa por direito e não imaginava que teria uma vida boa. Parece até que ganhei na loteria. Somos eu, Jesus e são 24 horas agradecendo e não pedindo."
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.