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Minha história - O homem do alho

16 jun 2016 às 10:13

A casa própria onde José Salvino, 67 anos, e a esposa Marta vivem, foi conquistada por meio da venda de alho. Em 2016, o vendedor ambulante soma 34 anos no ramo. De cabeça em cabeça, Salvino fez a vida e hoje ensina o neto Matheus, de 17 anos, as habilidades para vender o alho, suas variedades e como fidelizar a clientela. "Hoje as coisas mudaram, acredito que não conseguiria vencer só com o alho porque décadas atrás não havia indústria. Eu fazia a compra do alho e carregava as 200 tranças no pescoço. Vendia por trança", orgulha-se. Morador no Jardim Sabará, zona oeste de Londrina, Salvino tem uma filha, Ronera. "Já ouviu esse nome? É uma homenagem a um jogador de futebol", explica. Ainda em recuperação de um acidente de carro, Salvino se esforça para ficar de pé e valoriza quem dá a ele a preferência. "Foram quatro meses parado, cheguei a ficar com três talões de água e luz sem pagar, mas minhas irmãs me ajudaram, também compraram remédio". Na luta, fala do alho dando a seu produto o valor de joia, devido aos benefícios que são conhecidos para a saúde. "Lá em casa, até na salada." Natural de Brejo do Santo, no Ceará, conta que por lá o alho é mais consumido natural, cru. "Carne de porco, frango e feijão tem que ter alho". Quando chega em casa e o aroma de alho anuncia que tem feijão fresco ficando prontinho, é só alegria. Comida na mesa temperadinha e família reunida, são motivos para agradecer a Deus.

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