Lá no alto da marquise, onde se lê La Bella Doceria, uma trajetória que não cabe no letreiro. Atrás do balcão, Luiza de Almeida Garcia, 43 anos, doceira profissional que começou sua empreitada por meio do incentivo de amigos e familiares. "Quando ia a uma reunião entre amigos ou parentes, levava um doce e fazia muito sucesso. Sempre falavam que eu deveria fazer pra vender. Até que um dia, minha filha comprou mesa, cadeira, montou uma loja e dei o primeiro passo." Antes disso, era de porta em porta que a família vendia os docinhos. Luiza percorria bairros da Zona Norte e Centro e conquistou freguesia em laboratórios médicos, clínicas odontológicas, fieis até hoje. Nas encomendas e no balcão, Luiza reconhece sua superação. Com os filhos de 27 e 26 anos bem encaminhados, foi há cinco anos que deixou de ser só do lar para ter o próprio negócio. Faz compras, administra, atende e não deixou de lado seu maior prazer que é justamente preparar os doces. É ela própria que ainda enrola os brigadeiros que vão para os tantos buffets da região e também encontra tempo para criar. "Sou curiosa, gosto de aperfeiçoar". A menina dos olhos é a torta holandesa e o brigadeiro de caipirinha, doce invenção. "Passava férias no sítio Matão, com minha avó, em Jaú. Ela fazia doces no tacho, eu olhava e me sinto muito feliz com todas essas conquistas e em agradar as pessoas".