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Minha história - O balé falou mais alto

Walkiria Vieira
NOSSODIA
12 jun 2017 às 08:36

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A classificação da bailarina Luiza Andrade Ruiz, 17 anos, para a etapa final da Mostra Paranaense de Dança, que será realizada daqui a alguns dias em Curitiba, no Teatro Guaíra, é para a bailarina e professora de dança Cassiana Ribeiro, 36 anos, uma conquista especial. À frente do estúdio de dança que leva o seu nome, Cassiana Ribeiro começou a fazer aulas de balé aos 4 anos de idade por recomendação médica. "Eu tinha problema nas pernas e nos pés, que eram virados para dentro e, na época, fisioterapia era só em Londrina, o que se tornava impraticável." Das apresentações no início muito retraída - a pequena bailarina só olhava para o chão -, Cassiana alçou voos e virou bailarina profissional. Desde 1994, está presente no festival de Joinville para aprender mais. Formada também em Comunicação Social e Pedagogia, fez ainda pós-graduação, mas sempre manteve os pés no chão, ainda que ora ostente-os na ponta. Por nove anos, atuou na formação de novos bailarinos em Cambé e orgulha-se das alunas que hoje são professoras. Há 13 anos, dá aulas no Colégio Alfa de Rolândia e em 10 de março de 2014, decidiu abrir sua escola. Com bagagem suficiente e comprometimento com a arte da dança, está satisfeita com seu lado empreendedor. Aos que mostram interesse pelo balé, incentiva: "O balé exige disciplina, dá suporte à coordenação, concentração e como atividade em grupo é muito positiva. Por muito tempo foi considerada elitizada, mas hoje é mais acessível, há bolsas e os pais devem incentivar a prática." À primeira professora, Sonia Secco, ainda na ativa, Cassina preserva o carinho e respeito.
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