Aos 16 anos, Matheus dos Santos não se esquece do dia de seu aniversário de sete anos. "Foi minha melhor festa. Foi o dia em que ganhei mais brinquedo, minha tia ajudou minha mãe a fazer o bolo. Teve três andares, em volta tinha Choquito e por cima granulado colorido." Nove anos depois, o 7 de julho de 2007 ainda preenche Matheus de boas recordações. "Foi na minha casa, teve bexiga, refrigerante e foi só com a família". Morador do Jardim California, tem sete irmãos. São quatro meninas e quatro meninos na casa da família. Estuda de manhã e gosta de Educação Física. "Jogo vôlei e sei sacar bem. Por baixo e por cima". Da Língua Portuguesa, é grande respeitador e se atenta a falar corretamente. Quando o assunto é a Língua Inglesa, libera-se. "Do you speak English?", e sorri. Entre as pessoas que admira, cita o avô Salvador que, apesar de aposentado, está sempre mexendo em algo para deixar a casa ajeitadinha. Dos jogadores de futebol, é fã de Messi. "Esse é jogador de verdade, não se acha". Portador de hemiparesia, um tipo de paralisia parcial, explica que foi acometido na hora do parto. "Nasci de sete meses e foi um parto normal complicado, mas a cada dia me supero". De bem com a vida, o jovem fala da cirurgia em seu pé e agradece ao doador anônimo que arcou com todas as despesas, desde os exames iniciais, aos pós-cirúrgicos. "Sou muito grato, pois nem encostava o pé no chão." E hoje comemora seus saques e as bolas que chegam do outro lado da rede. Eu sei quem me ajudou na cirurgia, queria muito agradecer. Admiro pessoas humildes e quero ser um administrador, conquistar meus objetivos e um dia ter um Mustang.