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Minha história - Lembranças da fazenda

29 fev 2016 às 09:27

No Dia dos Pais do ano de 2012, seu José Alves de Freitas faleceu. Viveu 86 anos e deixou lições para os filhos. Elias Alves de Freitas é um deles e sentiu-se muito órfão. "Tudo ficou sem graça depois, ele era o melhor amigo que eu tinha." A saudade não passa, mas por outro lado Elias diz que se supera dedicando-se a trabalhos voluntários. "Independe da religião, trabalho a favor do bem comum. Deus me capacitou e é muito satisfatório." Da infância, ficaram muitas lembranças dos tempos em que acompanhava o pai na lida com as fazendas por onde passaram. "Nasci na Fazenda Maria Cristina, em Santo Inácio, depois de nove anos migramos para a Fazenda Café Nosso, em Regente Feijó." O tempo não passou despercebido e Elias aprendia vendo o pai na labuta diária. "Nasci no mato e aprendi ofício todo na parte agrícola: boiadeiro, operador de máquina, plantação, aprendi muito com meu pai. Depois, quando migrei para a cidade fui para siderurgia, fundição, fui moldador de peças de usinagem e serralheiro de metalúrgica." Em Londrina há oito meses, Elias frequenta a biblioteca, a igreja e diz que se sente feliz. "Onde vou, sou feliz. Dobro os olhos, peço orientação e discernimento. O homem feliz é aquele que faz o que Deus orienta."

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