Natural de Diamantina, Minas Gerais, o aposentado Antonio Guedes, 74 anos, vive no Paraná desde os 10 anos de idade. Há oito, uma chácara dentro da cidade, mas com ares de campo, é o lar doce lar dele e da esposa, com quem é casado há 40 anos. Debaixo do pé de manga, uma ripa de madeira faz as vezes de banquete e acomoda os três netos. O casal teve cinco filhos, todos bem criados e encaminhados. "A compra do mês, eles que fazem, mas eu gosto de caminhar e uma vez por semana vou andando até o mercado. Dá uns 20 minutos e trago as miudezas que faltam". A roça foi escola e trabalho para seu Antonio. "Cortava com machado, carpia e também aprendi a usar maquinário. Em firma, fui servente e vigilante". Com os galos que não falham, o mineirinho pula cedo da cama. Faz o cafezinho mais pro amargo, e às 6 horas da manhã já está lidando com a terra. "Tem milho, quiabo, abobrinha, mandioca. Com o milho, dá pra fazer muita coisa: pamonha, cural, a sobra vai pras galinhas e ainda assado na brasa todo mundo gosta". Ao lado dos pés de milho que se impõem ao produtor, seu Antonio Guedes suspira: "Fico orgulhoso de ver tudo verdinho, crescendo, por isso que gosto de plantar e de cuidar."