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Minha história - ‘Jhow’: personagem do Calçadão

22 mai 2016 às 23:38

Natural de Feira de Santana-BA, João de Lima, 58 anos, gosta mesmo é de ser chamado de ‘Jhow’. Em 1978, com a vinda dos pais para o Paraná, Jhow conheceu Londrina. "Morávamos em São João do Ivaí e, enquanto o meu pai segurava na minha mãozinha, eu pensava que um dia iria viver em Londrina." Há seis anos, entre o vai-e-vem das pessoas, oferece o que tem de melhor. "No verão, é água molhadinha e fresquinha". E agora, nos dias que pedem aconchego, o produto é ouro, pois Jhow tem visão de negócio. "Lanches naturais, bolo caseiro e cafezinho preto, passado no coador de pano". Por falar em café, por 30 anos Jhow foi operador de caldeira em uma indústria de café e quando a aposentadoria chegou, não quis ficar sem ocupação. "Cabeça parada, oficina do inimigo. Chego cedo e vai um cafezinho atrás do outro". Quem prepara é a esposa de Jhow, Mara. "Adoça o cafezinho na medida, sem exagero. Nem tanto o céu, nem tanto o mar", pondera. E os bolos de cenoura, fubá, milho e chocolate são apreciados por bancários, comerciantes e quem visita Londrina. A roupa branca, marca deste senhor, tem uma explicação: "É sinal de limpeza, paz e amor. Uso unhas curtas, cabelos raspadas e lidar com alimento exige higiene. Além disso, sorriso na boca e amor no coração." Com oito garrafas de café vazias, Jhow encerra a jornada antes do meio-dia. "É uma renda extra, ano passado fui para a praia e aqui vejo amigos, converso e faço amizades."

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