Aos 18 anos, Wellington da Silva Barbosa, 24, decidiu que seria boiadeiro. A maioridade foi como um passaporte para o ingresso em um universo que já era parte da rotina do rapaz, mas ele o queria por inteiro. "Cresci no sítio, fui levando e foi dando certo". O trabalho com os animais virou uma extensão do ideal de vida do tratador de animais nascido em São Jerônimo da Serra, que ama o campo. A rotina de Wellington é regrada. E quando o galo canta, às cinco da matina, ele sabe que é hora de acordar para a vida. "Começo o dia tratando do gado, batendo a ração e colocando no cocho", explica. De domingo a domingo, as responsabilidades são seguidas à risca. "O bicho come todo dia." Mas Wellington também admite as vantagens de se viver na fazenda, cercado pela natureza. "Não trocaria essa vida por nada Já fui trabalhar em lavoura de soja, mas prefiro a lida com os animais. Fora de casa, em dias que carrega a boiada para exposições agropecuárias como a de Londrina, Wellington se adapta. Galo dá lugar ao celular, que o faz despertar às 4 da manhã para deixar os animais bem limpinhos. A cama que divide com a esposa Eliana fica na fazenda, à sua espera a barraca suspensa, chamada de Tatu, é o leito de descanso do peão, que faz moda com seu estilo legítimo de ser.