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Minha história - Jamil, o queridão do Progresso

03 out 2016 às 10:39

Um dose de conhaque, uma purinha ou uma tubaína. O balcão acostumado a servir de base para o happy hour, diante da repórter, vira apoio de anotação. A prosa vira texto e o proprietário do Bar Progresso, Jamil Ribeiro Vilas Boas, 76 anos, conta um pouco de sua experiência à frente do comércio que já funciona há anos. Natural de Congoinhas, trabalhou como agricultor e caminhoneiro. "Carregava o que pintava na frente." Os três filhos do casal e a esposa Irene eram motivo para que as viagens não fossem longas. Orgulha-se da família. "Não eram de ficar na rua, a Irene era cuidadosa." O rapaz é advogado, as meninas, professoras. "Escolheram por conta própria". Quando fala dos pais, José e Elisa, acredita que tenha um pouco de cada no jeito de ser. "Nunca fui de ficar parado. Meu pai era mais calmo, a mãe mais agitada, brava." De forma equilibrada, segue a rotina entre o trabalho e vida pessoal. A relação com os netos é prazerosa e quando aparecem no bar, ganham salgadinho, doce e a tubaína favorita. No começo da manhã e no fim da tarde, o bar fica cheio. Os que entram e saem, são mais que fregueses, amigos de longa data. Quando Jamil e Irene escapam com a filha para viajar, é uma reclamação só. Mas é só é assim, uma vez por ano, que consegue conhecer um pouco do litoral brasileiro. E como se encanta.


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