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Minha história - Jackson e a coragem para vencer

04 jul 2018 às 22:31

Faz quase um mês que o haitiano Jackson Corioland, 38 anos, chegou a Londrina. A busca por um emprego e uma vida melhor são motivos da sua chegada. Conta que conseguiu trabalho em um restaurante e que também tem experiência como soldador e pintor. Sem preguiça para pegar no batente, expõe que no Haiti as dificuldades são maiores. "Muita gente boa quer trabalhar, mas a política por lá não ajuda nada". Desde que chegou ao Brasil, Jackon morou em várias regiões. Fez uma parada no Acre, Rondônia, Santa Catarina e agora está no Paraná. Vive no centro da cidade em uma casa que funciona como uma espécie de república. "No Brasil estou sozinho, tenho amigos e estou em um trabalho que vivo com honestidade". Os filhos de Jackson, uma menina de 11 anos chamada Esther e o menino de quatro, Jasson, estão longe do pai. Um está com a mãe, que mora nos Estados Unidos, o outro no Haiti, com a avó de paterna. "A gente se fala por telefone", diz. O amigo Richenel está sempre com Jackson. Na luta por um salário e por uma vida melhor, os amigos haitianos andam na linha. Para dar nome e sobrenome certinho, abrem a carteira e os documentos pessoais. Sem pertences além de uma mala com as roupas, contam que não dispõem de posses. E quando saem de um lugar é porque realmente não tem mais como ficar. Do Haiti, Jackson diz que tem saudade das belezas naturais e não volta para a casa da mãe porque lá a falta de oportunidades é ainda maior.

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