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Minha história - Gerolina, eterna heroína

Walkiria Vieira
NOSSODIA
04 jun 2015 às 09:22

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Walkiria Vieira
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Sem saber ao certo quando foi a publicação, Gerolina Rodrigues de Souza, 72 anos, se recorda com carinho da maneira como uma repórter um dia a chamou: "Gerolina, heroína", conta. Mineira de Montes Claros, Minas Gerais, a aposentada mora em Londrina desde os 10 anos de idade. Só na mesma casa, soma 56 e já que é pra destacar os números, o de filhos é 13. "Todos criados na luta e nenhum virou ladrão". Fã de um autêntico torresminho à pururuca, se entrega para uma feijoada, sabe fazer como ninguém frango com polenta e todo mundo conhece seu bolo de fubá. Disposta e querida por onde passa, chega a ser chamada de vó pelos comerciantes que a conhecem de longa data. "Não tenho estudo. Eu sou uma senhora analfabeta, mas uma senhora inteligente. Sei tratar as pessoas muito bem." Sobre a lucidez que impressiona e a excelente forma física, entrega. "Não como muita massa, fritura, vivo mais de fruta e salada. Na verdade eu tenho 62. É que casei com 11 anos e pra poder fazer a certidão, o juiz inteirou dez. Mas eu tenho boa saúde. A pressão só sobe quando fico nervosa e sinto saudade de meu pai, um italiano de olhos bem azuis como os meus. Viúva há 25 anos, Gerolina gosta de ouvir rádio, ver televisão e de cantar. "Como é bom ter a mamãe, como é bom saber amar", repete. Mas Gerolina também gosta de refletir. "Sou inimiga de sujeira e gosto de silêncio. Tem hora que é bom ficar quietinho pensando em Deus."
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