As marchinhas de Carnaval ainda estão na ponta da língua de Idalvino Silva, 79 anos, um londrinense de coração. "Eu nasci em Uchoa, interior de São Paulo e cheguei no Paraná com oito anos, no dia 17 de agosto de 1944. Minha infância durou até os 20 anos, morei em fazenda e brincar o Carnaval era uma tradição até para quem morava no sítio", conta. Além das músicas, a folia ficava completa com os acessórios que ainda hoje deixam os salões lotados. "Tinha serpentina, confete, ponche e quando o pai falava que era hora de ir embora, a gente obedecia mesmo". Em 2015, Idalvino completa 40 anos e recorda que o último carnaval foi em 1978, juntinho da esposa. "Do Carnaval, sinto saudades dos amigos, das brincadeiras e da simplicidade que eram as festas. Levei minha filha para as matinês até os 10 anos de idade". Com sabedoria, o antigo folião diz que soube viver cada fase da vida, no campo e na cidade. "Lá no sítio, meu pai era o único que tinha rádio. De noite, umas cinco famílias vinham para nossa casa. As mulheres sentavam na sala, tinha gente que precisava ficar na varanda porque a sala de chão de tábua ficava até pequena na hora da novela "O Direito de Nascer", que passava no rádio".