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Minha história - Filha de crocheteira, crocheteira é

Walkiria Vieira
NOSSODIA
12 mai 2015 às 20:11

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Walkiria Vieira
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Já são cinco décadas morando em Londrina. Então, a mineira de Lajinha, Amélia Bigoni, 59 anos, considera-se londrinense de coração. "Vim pra cá criança e nunca mais voltei". Além do sangue mineiro, Amélia não foge às tradições e é chegada na culinária de origem. "Gosto de polenta com frango", entrega. A profissão de bordadeira aprendeu com a mãe aos 12 anos e lá estava a menina treinando o ponto correntinha, o básico da atividade artística. Passou para o ponto baixo e ponto alto ligeirinha e não esconde o talento. "Precisa ter dom. Minha irmã mesmo não sabe crochê. Ensinei para minhas sobrinhas e sou uma artesã completa. Sei fazer tudo e gosto de ensinar", enfatiza. "Sou tia bisa e quando anunciam alguma gravidez, já vou fazendo o sapatinho porque o pé é o primeiro que não pode passar frio", completa. Moradora do Conjunto Luís de Sá, na zona Norte, Amélia integra o grupo Mulheres Batalhadoras do Jardim Franciscato há três anos. Com mais de 40 anos dedicados à arte do crochê, Amélia recebe encomendas e também comercializa os produtos no Calçadão de Londrina. Feito cortininha, as peças cercam toda a barraca que faz as vezes de vitrine, balcão e serve de sombra. Cada venda ou pedido, Amélia anota na caderneta. "Meu pai era muito organizado".
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