Pipoqueiro há 40 anos, José Guisneri tem 65 de idade e é natural de Ibiporã. Em torno de praças e vias onde há eventos, lá está ele com seu carrainho e as pipocas, sortidas ao gosto de freguês. Os clássicos, salgada ou doce colorida não podem faltar e fazem a alegria de adultos e crianças. "Tem muito adulto que se recorda da infância quando vê um carrinho de pipoca como o meu e não resiste." Daí a família toda curte o grão cheio de sabor. Com seus segredos para dar crocância e um toque diferenciado ao produto, José considera que tudo vai da escolha de um grão especial. "Escolho só os importados. É outra pipoca, é mais qualidade. Uma pipoca macia, que não dá piruá e tanto os pequenos como os idosos podem comer sem ter problemas com os dentes. Os pacotinhos, de R$ 5, 7 e 10, garantem a renda extra do auxiliar de serviços gerais. "Vim da roça e fui lavador de carros por 35 anos. No primeiro posto, fiquei 18 anos, no segundo sete e por último nove." Morador do Parigot de Souza desde 1979, é feliz pela casa própria, os filhos e a saúde. "Minha casa foi paga em 25 anos. Lutei muito." Os filhos adultos, os netos e a esposa completam a felicidade do pipoqueiro que esta sempre atento à rádios e jornais para encontrar o público e oferecer pipoca.