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Minha história - Experiência para dar e vender

22 ago 2017 às 09:33

Armindo José de Souza, 114 anos. Isso mesmo. Originário de uma família numerosa e natural de Brumando, Bahia, seu Armindo avisa que a avó paterna viveu até os 130 anos e que sua longevidade é herança familiar mesmo. O ancião ensina que para ter uma vida longa é preciso ter muita paciência e fé em Deus. "Tem gente que fica lamuriando. É preciso ter confiança e acreditar na gente". Começou a ajudar seu pai na lavoura em 1917, com 15 anos de idade, ainda na Bahia. No Paraná, trabalhou como colono nas fazendas da região Norte do estado e além de lazer, futebol era uma de suas grandes paixões. Jogava bola todo dia até os 60 anos de idade. "Hoje não aguento mais, mas se aguentasse, ia jogar com certeza", brincou. Com documento que comprova data de nascimento, naturalidade e
filiação, mais que no papel é na boa memória que estão as vivências deste senhor que também fazia do forró ao lado da esposa Conceição, momento de grande alegria. "Não perdia um". Atualmente, Armindo mora com seu filho caçula, Natálio José de Souza, 48 anos. Natálio trouxe o pai para Alvorada do Sul para poder cuidar dele mais de perto. "Ele está meio fraquinho depois desse episódio [suspeita de pneumonia e infarto] que ele passou, mas um guerreiro é difícil perder a batalha dele. A gente acreditou muito nele, assim como ele acredita muito nele mesmo. Ele é muito otimista, uma pessoa muito forte, confiante nas coisas que vem acontecendo com ele", valoriza.

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