Para a vendedora autônoma Josefa Inácio da Silva Nascimento, 57 anos, a decisão de vender roupas foi também a de fazer aquilo que gosta. "Vendo roupas, lingeries, bolsas, carteiras e fico muito feliz de ver as minhas clientes bonitas e elogiadas." Melhor para a vendedora, que ainda faz uma boa propaganda, por meio de suas clientes. "Além disso, eu gosto de conversar, mas também sei negociar, sei a hora certa de cobrar e aprendi a ser muito organizada", dá a dica. Ex-cozinheira, Josefa trocou os temperos e panelas pelas tendências de moda por uma questão de saúde. "Tenho fibromialgia há 14 anos e não dava para viver de atestado. Encontrei uma revenda de qualidade e tenho clientes magras, gordinhas, a maioria trabalha fora e gosta de ficar bonita e eu penso que existem vários tipos de beleza e o importante é se gostar", ensina. Casada e mãe de três filhos, a renda de Josefa vai pros netos. "Eu tenho a guarda dos cinco e desde que vieram morar comigo sempre andaram limpos, bem calçados e bem vestidos. Não gosto de ver gente com saúde pedindo na rua porque sempre me esforcei." No começo do ano, Josefa conta que perdeu a casa que era da família. Voltei a pagar aluguel, quase me desesperei, mas me apego na misericórdia de Deus." Quando pode, Josefa faz as unhas dos pés do salão. "Mas quando tenho um tempinho mesmo prefiro dar um banho no Max, o yorkshire que é o meu xodó."